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Pedagogia social é a alternativa de educação nos espaços não escolares, visando incluir socialmente todos que a educação formal não alcança, tais como a população indígena, os quilombolas, a população rural, a mulher, a criança e o adolescente, o idoso, o preso, a população de rua e os portadores de necessidades educativas especiais. 
A pedagogia social é uma disciplina pedagógica ou, se preferir, uma das ciências da educação (MERCES, 2003). A educação social, portanto está inserida na ordem da prática, dos fenômenos e dos processos. A pedagogia social de rua traz a visão dos significados sociais que grupos diversos manifestam em suas diferenciadas situações.(...) O objetivo da pedagogia social de rua, não é manter a criança na rua, mas educá-la para que esta possa optar pela “desrualização”, esta é de certa forma uma contra-pedagogia que busca irromper uma nova cultura, que parta do cotidiano daqueles que elegem forçosamente a rua como morada.
(...)A pedagogia social de rua por possuir especificidades, ainda é muito incompreendida, pois assume uma postura aberta, diferenciada de educação, o processo educativo acontece em espaços não formais dirigidos a grupos especiais, que em sua grande parte não são considerados como cidadãos possuidores de direitos pela sociedade que os cerca. ( Paiva, 2005. p. 3) “

         No Brasil, quando falamos sobre pedagogia social é indissociável o nome de Paulo Freire, que em sua obra “Pedagogia do Oprimido” (2005), vem propor uma educação popular emancipadora que tem como prática a liberdade para precondição da vida democrática. Em meados das décadas de 80 e 90 com o surgimento de entidades governamentais e não-governamentais destinadas a crianças e adolescentes, intensificaram-se iniciativas sociais em parceria entre o público e privado, passando a não ser encarada apenas como responsabilidade exclusiva do Estado, tendo assim maior participação dos mais diversos núcleos sociais nas questões de interesse da sociedade em geral. Ao contrário do que muitos pensam a pedagogia social não é simplesmente entretenimento, mas dispõe de objetivos específicos a serem alcançados no lugar que está implantado. Como percebemos ao observar trabalhos desenvolvidos nestas organizações a atuação na pedagogia social não difere em termo didático da pedagogia formal, pois esta procura em sua intervenção identificar os problemas daquela comunidade e buscar alternativas para superá-los, a pedagogia social ganhou espaço significativo com as ONGs, onde muitas destas têm o papel educacional englobado em sua práxis. A palavra ONG teve titulação com o reconhecimento destas instituições não governamentais pela ONU (Organização das Nações Unidas) em meados dos anos 90. Correa(2011), afirma que o cenário das ONGs hoje envolve trabalhos sociais organizados sem fins lucrativos, voluntárias e possuem relações com as questões locais, com características de ações solidárias destinadas as pessoas excluídas do direito pleno a cidadania. Nestas organizações o pedagogo assume papéis que passam pela elaboração e execução de projetos e ações, com objetivo de fornecer um suporte pedagógico adequado.
   
   O trabalho realizado pelo pedagogo social não é fácil, ele assume também a responsabilidade de promover uma educação integral que venha atender a todos que estão ali presentes no meio social (na rua), visando o pleno desenvolvimento da pessoa para a construção e prevalescência da cidadania. Então, há uma responsabilidade muito grande, porque formar pessoas não é uma tarefa simples, daí a necessidade de sempre estar em busca de novos conhecimentos e estratégias para que seja possível alcançar os objetivos propostos e que essa educação integral forneça meios, os capacitem para ingressarem no mercado de trabalho e na sociedade.

Referências: 

Pedagogia Social: A Atuação do Pedagogo em Ambiente Não-Escolar
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005, 42.ª edição.
GRACIANNI, M. S. S. Pedagogia social de rua: análise e sistematização de uma experiência vivida. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 1997. (Coleção prospectiva)
OLIVEIRA, Walter Ferreira de. Educação social de rua: As bases políticas e pedagógicas para uma educação popular. Porto alegre: Artmed, 2004



       LINGUAGEM MATEMÁTICA  E A LÍNGUA MATERNA

                   É possível afirmar que linguagem e matemática são correspondentes: “ambas se tornam possíveis pela mesma característica do cérebro humano” (DEVLIN, 2004, p.37); pois é justamente esse pensar desconectado, a respeito de entes abstratos, a condição necessária ao desenvolvimento do pensamento matemático. Sob esse aspecto, Matemática e Língua Materna possuem a mesma raiz, a mesma origem; “a capacidade matemática é nada mais do que a capacidade linguística usada de maneira ligeiramente diferente” (DEVLIN, 2004, p.37).
       Segundo Machado (2001, p.9) Língua Materna seria “entendida como a primeira língua que aprendemos”. Sendo assim a língua materna se forma com a necessidade de expressão e comunicação do pensamento. ZUCHI (2004, p.49) quando afirma que para comunicar-se “um dos meios mais eficientes que [o homem] conhece e de que dispõe é a linguagem”. Por meio da linguagem a criança é exposta ao conhecimento humano e adquire conhecimentos sobre o mundo que a rodeia. (FREITAS, apud ZUCHI, 2004). 
       “Considera-se então, que desde muito cedo, Matemática e Língua Materna estão presentes em nossas mentes, constituindo nossos fundamentais sistemas de representação, dos quais lançamos mão para interpretar a realidade. Letras e números fazem parte do ferramental cognitivo humano como entes complementares, cooperantes”. (PCN; 1997)
       “No limiar do raciocínio, Matemática e Língua Materna apresentam-se associadas, interdependentes. Entretanto, apesar de comungarem da mesma fonte, de compartilharem a mesma raiz, Matemática e Língua Materna, enquanto disciplinas acadêmicas acabam por tomar direções opostas, pois desde o início do processo escolar percebe-se, em nível de senso comum, uma ênfase nos aspectos que separam as duas, em detrimento, sobretudo, da Matemática que aparece quase como a vilã da história. Nesse sentido, a imagem de duas semi-retas com mesma origem e sentidos opostos pode representar as imagens desses dois saberes, em âmbito escolar, próxima relação a ser tratada”. (PCN; 1997)
“Desse modo, podemos considerar que, desde a mais tenra idade, Matemática e Língua Materna permeiam nossas mentes, constituindo nossos fundamentais sistemas de representação, dos quais lançamos mão para interpretar a realidade. Letras e números fazem parte do ferramental cognitivo humano como entes complementares, cooperantes. No limiar do raciocínio, Matemática e Língua Materna apresentam-se associadas, interdependentes”. (COURA 2006)
       Desta forma, o uso da linguagem matemática desvinculada dos processos de comunicação, entre professores e alunos constitui-se num problema para o processo de ensino e de aprendizagem, no contexto escolar. Para que isso não ocorra o professor deve criar mecanismos capazes de explorar os materiais auxiliares, mostrando ao aluno a importância da Matemática no dia a dia da sociedade, consistindo numa importante forma de linguagem.
           Partindo dessa ideia de ensino por meio da linguagem Matemática, utilizaremos a contextualização e a interdisciplinaridade visando o desenvolvimento de técnicas, competências e habilidades, com a finalidade de capacitá-lo a compreender e interpretar novas situações.
                   Além disso, é preciso usar uma linguagem coloquial que se aproxime da realidade dos alunos, isso não impede que se trabalhe com a linguagem adequada à matemática, desde os anos iniciais, o professor precisa criar estratégias para que as duas linguagens sejam usadas, a materna e a matemática.
             






Referências

B823P BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: matemática / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 142p. 1. Parâmetros curriculares nacionais. 2. Matemática: Ensino de primeira à quarta série. I. Título. CDU: 371.214

COURA, Flávia C. Figueiredo. (2006). Matemática E Língua Materna: Propostas Para Uma Interação Positiva. 13p. Programa de Pós-graduação em Educação Faculdade de Educação - Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em:<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/MATEMATICA/Artigo_Coura.pdf>. Acesso em 30/11/15.  

 DEVLIN, Keith J. (2004). O gene da matemática: o talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Tradução: Sérgio Moraes Rego. Rio de Janeiro: Record.
MACHADO, Nilson J. Matemática e língua materna. 5 ed. São Paulo, SP: Cortez, 2001.


ZUCHI, Ivanete. A importância da linguagem no ensino de matemática. Educação Matemática em Revista, n.16, p. 49-55, ano 11.


Plano de Aula

Gabriela Martins Ruas

Tema: Atividade de percepção sonora com o filme "O Som do Coração"
Duração: 03 aulas.

Objetivo: Discriminar sons da natureza, da cidade e da sala de aula.
Público alvo: Alunos do 5º ano – Ensino Fundamental.
 Material: Aparelho DVD e TV ou computador; cena que mostra o garoto fugindo do orfanato em direção à cidade (21m07s a 22m07s). Trecho em que ele entra na cidade e começa a prestar atenção nos sons (22m55s a 31m05s). Cena em que o garoto pega um violão e, sem nunca ter experimentado o instrumento, começa a tocá-lo (41m43s a 44m25s); pandeiros, cuícas (poderá pedir para os alunos trazerem de casa.
Desenvolvimento: 1ª aula- Explicar para os alunos a sinopse do filme: O menino Evan Taylor cresce em um orfanato e não conhece sua origem. Apesar disso, ele ouve música em todos os lugares e acredita que ela seja uma mensagem de sua família. Decide então sair em busca de sua história. Apesar desse lado de fantasia, o mais interessante é, contudo, destacar os pontos da trama que mostram o garoto escutando diferentes ruídos da cidade, que podem se transformar em música. Exiba os trechos do filme e peça as crianças para registrarem o que mais gostou
2ª aula
. Leve as crianças a uma praça próxima à escola para que escutem os sons da natureza e, depois, a algum local urbanizado, para que fiquem atentas aos ruídos das ruas. Volte para a sala de aula e chame a atenção de todos para as vozes dos colegas. Destaque como vários sons às vezes passam despercebidos, como se fossem apenas parte do ambiente e comente com as crianças.

3ª aula
 Juntos, façam uma música e peça que as crianças tentem reproduzir com instrumentos de percussão (pandeiros, cuícas ou outros que tiver disponíveis) os sons que ouviram durante aquela aula. As crianças deverão registrar tudo que entenderam e o que mais gostaram com instrumentos de percussão (pandeiros, cuícas ou outros que tiver disponíveis) os sons que ouviram durante aquela aula. As crianças deverão registrar tudo que entenderam e o que mais gostaram. 

Avaliação: Será feita através da observação dos sons que às crianças ouviram e avaliarei de que forma elas os reproduziram e registraram.



Referências
CARAM, Valéria. Professora do Colégio Pueri Domus, em São Paulo. Autor nova escola.
PCNs, Parâmetros Curriculares Nacionais. Disponível em >http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf.










 História em quadrinhos: 

Pedro e seu Português!

por Gabyruas


Clique aqui: http://www.pixton.com/br/comic-strip/c1l3obva


Musicalização infantil - Quem quiser que me acompanhe


Atividade de música para crianças: Trabalhando locomoção, vocabulário, coordenação motora, atenção, ritmo. Os movimentos sugeridos podem ser alterados pelo professor para que a música se adeque às faixas etárias e/ou limitações de espaço da sala de aula. O andamento também pode acompanhar a ação, por exemplo, ser mais rápido para "dançar” e mais lento para "relaxar". 

As 20 metas do Plano Nacional de Educação - PNE